Seis Regras para Instalações Elétricas em Móveis

É comum fazer instalações elétricas no interior de móveis? Pode parecer que não, mas essa prática tem crescido muito tanto nas instalações comerciais quanto nas residenciais. Nos escritórios, as instalações nos interiores das mesas são cada vez mais comuns, não só de energia elétrica, mas também de comunicação, como rede local e telefonia. Nas residências, o uso em cozinhas planejadas, móveis da sala e nos gabinetes de banheiros também tem se tornado frequente.

No Brasil não está claro que estas “ligações de equipamentos” são na verdade instalações elétricas e devem seguir as normas vigentes. Um fator que complica a prática é que a normalização brasileira não trata deste assunto na NBR 5410, norma que regulariza os tipos de instalações elétricas que devem ser feitas no país. Mas este assunto está contemplado nas normas internacionais por meio da IEC 60364-7-713. A parte 7 da IEC 60364 (que é a norma mãe da NBR 5410) trata dos requisitos complementares para instalações ou locais específicos; no caso da 7-713, de instalações em mobílias.

Mas e agora, como posso fazer instalações elétricas no interior de móveis com segurança?

Segundo João Cunha, engenheiro e consultor técnico da Nexans, especialista mundial em cabos e sistemas de cabeamento, a forma de fazer estas instalações elétricas é seguir os critérios gerais da NBR 5410. Mas isto pode ter certo nível de complicação, por isto este artigo apresenta regras para uma instalação segura, enquanto não é publicada uma norma brasileira específica deste assunto.

Confira abaixo seis regras básicas que devem ser tomadas ao realizar uma instalação no interior de mobiliário, segundo João Cunha:

  1. Móveis construídos de materiais inflamáveis: em casos de móveis com materiais propensos à pegar fogo, como madeiras, tecidos e similares, devem ser instalados interruptores que desligam os equipamentos quando houver uma potência dissipada dos equipamentos que possa gerar temperaturas elevadas.
  2. Linhas elétricas: os cabos podem ser instalados no interior de eletrodutos, eletrocalhas ou em algum compartimento produzido durante a fabricação do móvel. No caso de eletrodutos ou eletrocalhas fechadas, podem ser usados condutores isolados (cabos de 750 V); dentro de eletrocalhas abertas ou em compartimento no interior do móvel devem ser usados cabos unipolares ou multipolares (cabos de 1 kV). Não podem ser usados no interior de móveis cabos destinados a ligações de equipamentos (cabos de 500 V).
  3. Seção dos condutores: A seção mínima dos condutores deve ser de 2,5 mm 2 para circuitos de tomadas e 1,5 mm 2 para circuitos de iluminação. Estas são as seções mínimas admitida nas normas brasileira;
  4. Proteção mecânica dos cabos: os cabos devem estar protegidos contra todos os danos, em especial a torção e a tração. Para isso eles devem ser fixados nas paredes dos móveis e devem ser colocados dispositivos na entrada dos aparelhos e nas emendas;
  5. Conexões: as conexões devem ser feitas utilizando tomadas de corrente ou bornes em caixa fechadas que só podem ser abertas com ajuda de ferramenta;
  6. Móveis para uso em banheiros e vestiários: Os móveis instalados em banheiro ou vestiários devem ser sempre fixados na parede ou piso, de modo a respeitar os volumes estabelecidos na seção 9.1 da NBR 5410. A conexão dos móveis com a instalação fixa da edificação deve ser feita numa caixa com bornes, fechada que só pode ser aberta com ajuda de ferramenta.

 

Dimensionamento Correto dos Cabos GARANTE Economia de Energia e Preservação do Meio Ambiente

Levar a energia elétrica da fonte até o ponto de utilização. Essa é a função do cabo de potência. Porém, devido à sua resistência elétrica, uma parte da energia transportada é dissipada na forma de calor, o que gera perda de eficiência. Para amenizar tal prejuízo, é preciso calcular corretamente o dimensionamento dos condutores elétricos, levando em consideração os aspectos técnico, econômico e ambiental. Confira, a seguir, o que é cada um desses dimensionamentos e as suas funções:

Dimensionamento técnico: é altamente difundido através dos requisitos das normas ABNT NBR 5410 (instalações elétricas de baixa tensão) e ABNT NBR 14039 (instalações elétricas de média tensão). Em ambas, é preciso considerar:

Dimensionamento econômico: calcula a seção econômica de um circuito, ou seja, considerando sempre o menor custo de instalação e, até mesmo, de operação de um condutor elétrico durante a sua vida útil.

Dimensionamento ambiental: analisa a redução de perda de energia (perda joule) – e a consequente emissão de CO² (dióxido de carbono, popularmente conhecido como gás carbônico) – por meio do aumento da seção do condutor.

Esses três aspectos de um correto dimensionamento de cabos são complementares entre si, pois utilizam parâmetros de resultados dos cálculos.

No Brasil o conceito de dimensionamento técnico é bem amplo e difundido, entretanto o cálculo do dimensionamento econômico, e principalmente o ambiental, ainda está em estágios iniciais de conhecimento principalmente por parte dos profissionais do setor elétrico.

Por conta disso e da necessidade de facilitar a análise dos três aspectos – técnico, econômico e ambiental –, a Nexans disponibiliza uma nova ferramenta para calcular os diferentes dimensionamentos. Trata-se do SDN – Sistema de Dimensionamento Nexans, uma forma prática, rápida e gratuita de fazer seus cálculos, disponível nas plataformas Web, Android e iOS.

Acesse o site www.nexans.com.br e saiba mais sobre o SDN (Sistema de Dimensionamento Nexans).

 

Dicas indispensáveis para garantir sua segurança no uso das extensões elétricas

É muito comum o uso de extensões elétricas nos lares dos brasileiros, pois elas viabilizam o funcionamento de vários equipamentos de energia elétrica ao mesmo tempo. Porém, se usada de forma inadequada, ela pode trazer riscos aos usuários gerando pequenos curtos-circuitos e até incêndios. Segundo a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (ABRACOPEL), somente em 2015 ocorreram 39 acidentes, sendo 36 fatais, causados pelo mau uso de extensões e benjamins.

João Cunha, engenheiro e consultor técnico da Nexans, afirma que “o usuário precisa estar atento aos perigos existentes no manuseio errado das extensões. Um exemplo é o aumento da quantidade de aparelhos conectados em uma mesma fonte.” Para ele o uso da extensão elétrica requer alguns cuidados para que seja garantida a segurança do usuário.

Pensando nisso, ele listou seis dicas indispensáveis ao usar extensões. Veja:

  1. Utilize produtos de qualidade: a boa qualidade dos produtos que compõem a extensão (cabos, plugues e tomadas) é fundamental para a segurança, evitando incêndios e choques elétricos;
  1. Não esqueça o DR: Uma extensão deve sempre ser ligada em uma tomada protegida por um dispositivo de segurança (DR) de 30 mA. Esta é garantia da proteção contra choques elétricos quando a isolação do cabo é danificada e o usuário não percebe;
  1. Inspecione periodicamente: a extensão deve ser inspecionada periodicamente para verificar a integridade da isolação e dos plugues e tomadas;
  1. Se atente à capacidade da extensão: A capacidade de corrente do cabo deve ser compatível com a corrente da carga, o plugue compatível com a tomada onde a extensão será ligada e vice-versa;
  1. A compatibilidade com o plugue do equipamento: A extensão não pode diminuir a segurança que o fabricante conferiu ao equipamento, quando o plugue do equipamento for de três pinos a extensão deve ser de três pinos também, quando o plugue for de dois pinos a extensão pode ser de dois pinos, com o fio terra incorporado no cabo. Nunca é permitido anular o fio terra, qualquer que seja o artifício;
  1. Faça uso de produtos certificados: a extensão deve ter a certificação do INMETRO, que comprova a garantia mínima de segurança e qualidade do produto. Nunca comprar produtos no comércio informal.

 

QUATRO dicas para evitar acidentes com curto circuito EM CASA

Mortes em 2015 cresceram mais de 60% por causa de descuidos com a rede elétrica, segundo Abracopel; Nexans orienta manutenção e ações preventivas para evitar consequências graves.

O número de acidentes causados por curto circuito no Brasil cresceu quase 50% em 2015, um total de 441 casos de incêndio contra 295 registrados no ano anterior. Os dados são da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), e revelam também um salto de mais de 60% nos casos de mortes causadas por esse tipo de acidente. No país, a região Sudeste é a campeã do ranking de acidentes por curto circuito, representando 28% do total, seguida pela região Nordeste, com 25% dos casos.

Segundo o Eng. Sidnei Ueda, Gerente de Aplicação de Produto da Nexans Brasil, entre as principais causas de curto circuito estão o envelhecimento da rede elétrica, que muitas vezes, por ser antiga, carece de manutenção, e o uso errado das tomadas de eletricidade, que se sobrecarregam devido ao número excessivo de equipamentos ligados a ela.

Para isso, Ueda lista quatro dicas essenciais para evitar que acidentes com curto circuito cresçam ainda mais no país. Veja:

  • Excesso de equipamentos? Não

Cena muito comum em escritórios e casas com poucos pontos de acesso à eletricidade é o acúmulo de aparelhos eletrônicos conectados na mesma tomada que representam um perigo constate. Segundo Ueda, essa ação pode gerar a queima dos fios/cabos elétricos ou, em casos mais graves, até um incêndio. As consequências são ainda mais acentuadas quando as cargas são pesadas, como ferro de passar e máquinas de lavar roupas, aquecedores elétricos, etc.

O engenheiro orienta a instalação de novos pontos de tomadas na residência, sempre seguindo a orientação de um profissional do setor elétrico. “Ao construir uma casa, já deixe claras as suas intenções para o engenheiro e quantas tomadas serão necessárias. Verifique a voltagem dos aparelhos que possui e onde eles ficarão instalados. Em caso de residências já prontas, solicite a orientação de um eletricista para ver quais os melhores pontos para abertura de novas tomadas”.

  • Instalação clandestina: acidente na certa

Para evitar pagar as tarifas das concessionárias de energia, habitantes de grandes cidades fazem instalações clandestinas ligadas diretamente aos fios/cabos elétricos dos postes nas ruas. Os famosos “gatos”, além de não entregarem uma energia completa e de qualidade, podem causar danos não somente a uma residência, mas a todas que estão conectadas nesta rede. Esta é uma condição ilegal e de alto risco para toda a comunidade nas proximidades.

  • Cabos descobertos ou mal cuidados: evite

Ao encontrar um cabo de energia descoberto ou com a isolação em más condições, substitua-o imediatamente. Ueda explica que isso pode causar choques, curto circuito e representa um perigo de acidente grave.

  • Fusíveis e Disjuntores queimando e desarmando continuamente? Atenção

Fusíveis e disjuntores são uma proteção da rede elétrica e quando cargas acima do limite de corrente (amperagem) projetado são ligadas nas tomadas de eletricidade ou na rede elétrica, podem ocasionar frequentemente a queima de fusíveis e desarme de disjuntores. Há que se verificar as causas com um profissional qualificado a fim de evitar as consequências mais graves. “Nunca substitua os fusíveis ou disjuntores para os de maior capacidade. Isto poderá levar a um curto circuito e incêndios na instalação elétrica”.