Bactéria conduz energia elétrica antes do surgimento da eletricidade

Pesquisadores acreditam que estas bactérias eletroativas contribuem para regular a química dos oceanos e da atmosfera.

Carl Zimmer, The New York Times
13 de julho de 2019 | 06h00


A era da eletricidade começou no dia 4 de setembro de 1882. Nesse dia (noite), a Companhia de Iluminação Edison ativou sua usina elétrica em Nova York, e uma rede de fios de cobre adquiriu vida, levando a corrente a algumas dezenas de edifícios. Mas a natureza já havia inventado a rede elétrica. Em 1882, já se encontravam instalados milhares de quilômetros de fios – em campos, salinas, nos fundos lamacentos de rios – construídos por micróbios, que os usavam para transmitir eletricidade. Estas bactérias eletroativas alteram inteiros ecossistemas, e podem ajudar a controlar a química da Terra. “Embora a ideia pareça muito louca, nós temos um planeta elétrico”, disse John Stolz, microbiólogo da Universidade Duquesne, na Pensilvânia.

Em meados dos anos 1980, Stolz estava estudando um micróbio pescado no Rio Potomac por seu colega Derek Lovley. O micróbio, Geobacter metallireducens, tinha um curioso metabolismo. Como nós, o Geobacter se alimentava de compostos de carbono. Quando as nossas células quebram estes compostos para gerar energia, elas removem os elétrons livres e os transferem para átomos de oxigênio, produzindo moléculas de água. Entretanto, o Geobacter não pode usar o oxigênio porque vive no fundo do Potomac, onde este elemento é extremamente escasso.

 

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